Tite ensinou: por que vitória contra Flamengo pode ser mesmo 'divisor de águas' para Turco no Atlético-MG

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Em 2011, Tite comandou um dos maiores vexames da história do Corinthians. Com um time que tinha Ronaldo Fenômeno, foi eliminado pelo Tolima na fase prévia da Libertadores.

Enfurecida,  a torcida pedia sua cabeça. Para piorar, o próximo jogo era contra o maior rival, o Palmeiras.

Seria impossível a diretoria manter o treinador em caso de derrota. Mas o Corinthians ganhou por 1 a 0. Tite ficou para ganhar a Libertadores, o Mundial  e se tornar o maior treinador da historia do clube. '

Turco Mohamed contra o Flamengo
Turco Mohamed contra o Flamengo Pedro Souza/Atlético-MG

Me vem a cabeça o que aconteceu com Tite agora depois de ouvir muita gente boa dizendo que uma vitória ou derrota contra o Flamengo não poderia ser decisiva para o Atlético-MG manter ou demitir Antonio Mohamed, o Turco.

Por esse raciocínio, que é  mesmo o lógico, o clube não pode avaliar o trabalha de um treinador por apenas um jogo.

Mas o futebol nem sempre é essa coisa racional (muito pelo contrário).

Para o torcedor do Galo, o Flamengo é um rival que tem quase a mesma importância que o Cruzeiro.

Algumas vitórias podem sim ser um "divisor de águas" para o bem, como disse Rodrigo Caetano, o homem forte do futebol do Atlético-MG, para a ESPN na semana passada.

Claramente os jogadores do Atlético-MG gostam do Turco, que realmente faz um trabalho abaixo da qualidade do elenco do clube.

Vencer o Flamengo pode ser o combustível para o Galo de Turco explodir, como foi para o Corinthians de Tite a vitória sobre o Palmeiras em 2011.

E, por sorte ou azar, o Atlético-MG tem novamente o rubro-negro pela frente na quarta-feira, no Mineirão, agora pela Copa do Brasil.

Um novo triunfo e a lua de mel do Turco com a torcida volta.  E o Palmeiras passa a ter um rival de verdade na disputa pelos títulos do Brasileiro, da Copa do Brasil e da Libertadores.

Turco Mohamed garante que 'não ficou sabendo' de possível demissão em caso de derrota: 'Sempre tive respaldo'

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'Salário modesto', banco ou time que não briga por título: as alternativas para Cristiano Ronaldo jogar a Champions

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Cristiano Ronaldo resolveu deixar o Manchester United. O motivo principal seria seu desejo de jogar a Champions League, competição que não foi capaz de classificar o time na última Premier League.

Nesta segunda-feira, alegando "razões familiares", não se apresentou para a pré-temporada do United.

Para alguém com o ego tão grande como Ronaldo, realmente ficar de fora da maior competição de clubes do mundo deve ser mesmo frustrante. 

Cristiano Ronaldo em ação pelo Manchester United
Cristiano Ronaldo em ação pelo Manchester United Getty Images

Mesmo que isso signifique dar um pontapé no bom profissionalismo e desprezar o contrato que assinou para receber a cada semana o equivalente a R$ 3,1 milhões, ou inacreditáveis R$ 443 mil por dia.

Mas o fato é que grandes estrelas sempre conseguem jogar onde querem, e Ronaldo vai acabar em um clube que vá disputar a Champions League.

Agora, vamos para o lado dos interessados.

Cristiano Ronaldo é sem dúvida um dos dez maiores jogadores de todos os tempos. Mas não pelo que joga atualmente, prova dos resultados medíocres de Juventus e Manchester United com ele nos últimos anos.

É evidente que o português seria útil para qualquer clube europeu, mas sob algumas condições.

Primeiro, tem que admitir que para jogar em um candidato ao título precisa baixar, e muito, o seu salário, numa espécie de remuneração que na NBA se chama o "mínimo para veteranos". E eles aceitam mesmo com um papal de coadjuvante pela chance de ser campeão.

Se quer mesmo jogar em um candidato real ao título, Ronaldo também terá que aceitar a opção de muitas vezes ser uma opção no banco de reservas: não o vejo titular na maioria dos grandes favoritos a conquistar a Champions.

Mas é bem provável que o português não abra mão nem de dinheiro e nem de se titular absoluto.

Nesse caso, vai acabar em um time intermediário, do tipo que oitavas de final da Champions já é para celebrar. Nesse caso, eu ficaria no Manchester United, ganhando uma fortuna em um dos maiores clubes do mundo e na maior liga nacional do planeta.

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Rejeitado aos 30, Neymar é muito jovem para viver na base do 'vão ter que me engolir'

Paulo Cobos
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"Vocês vão ter que me engolir". A frase imortalizada no futebol por Zagallo vai estar na boca de Neymar por muito tempo.

Nesta semana, segundo o jornal espanhol "El País", o PSG comunicou ao brasileiro que não o quer mais (nenhuma das partes desmentiu). Um gênio dentro de campo, Neymar não despertou o interesse esperado em outros clubes por sua qualidade depois disso.

É verdade que ele é caro, muito caro. Mas o que parece conspirar contra o brasileiro é seu comportamento fora de campo.

Neymar em partida contra o Manchester City no Etihad Stadium
Neymar em partida contra o Manchester City no Etihad Stadium Simon Stacpoole/Offside/Offside via Gett

Comentaristas da ESPN inglesa que foram jogadores do Chelsea refutaram a ideia do clube contratar Neymar, com um deles dizendo que o time seria um "circo" com ele no elenco.

O fato é que Neymar sofre uma enorme rejeição hoje no futebol europeu, seja no clube que pagou mais de R$ 1 bilhão por ele como para torcedores e analistas de possíveis destinos.

Inacreditável isso para um jogador que deveria estar no auge da carreira.

Quando Zagallo soltou seu famoso "vão ter que me engolir", em 1997, ele já era um treinador na reta final da carreira e decadente.

Para Neymar, parece restar a mesma opção. Para deixar de ser um pária no futebol, ele vai ter que gritar que "vão ter que o engolir".

Eu ainda acredito que ele vai calar todos os críticos. Mas é triste ver alguém vivendo dessa forma com tanto talento e tão jovem.

Neymar no Chelsea? Brasileiro foi alvo de críticas de ex-Chelsea e campeão do mundo no ESPN FC europeu: 'Circo'


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Estava no Sarriá e no 7 a 1, mas também no penta: eu vi o mais importante em 40 anos de seleção

Paulo Cobos
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Antero Greco, gigante no jornalismo e no caráter, eu sei que estava no estádio nos três momentos mais importantes da seleção brasileira nos últimos 40 anos: a dolorosa derrota do Sarriá, o humilhante 7 a 1 no Mineirão e a conquista do penta em Yokohama.

Não devem haver muito mais pessoas que foram testemunhas presenciais desses três episódios.

Eu fui.

Na Espanha, em 1982, com 12 anos, estava na arquibancada na triste derrota para a Itália que mandou o encantador time de Telê Santana para casa.

Já na ESPN, fiquei envergonhado com os 7 a 1 da Alemanha no Mineirão na Copa de 2014.

Como repórter da "Folha de S. Paulo", também estava no estádio em Frankfurt, na derrota para a França em 2006, e em Port Elizabeth, na eliminação diante da Holanda em 2010.

Tinha tudo para ser apenas um grande pé frio com a seleção.

Ronaldo 'Fenômeno' comemorando o título do Brasil na Copa do Mundo de 2002
Ronaldo 'Fenômeno' comemorando o título do Brasil na Copa do Mundo de 2002 DANIEL GARCIA/AFP via Getty Images

Mas eu também estava em Yokohama, quando Ronaldo Fenômeno fez dois gols contra a Alemanha e o Brasil de Felipão conquistou o pentacampeonato.

Nas derrotas, o trabalho do jornalista é mais desafiante. Os jogadores e treinadores falam menos, temos que tentar explicar os motivos do fracasso, projetar imediatamente o que vai mudar na seleção.

Lembro que trabalhei de forma alucinada nas 24 horas seguintes ao título conquistado no Japão.

Só que a sensação de exaustão era diferente das muitas derrotas que testemunhei do Brasil em Copas.

Como jornalista, sempre fui ranzinza com a seleção.

Mas há exatos 20 anos, naquele 30 de junho de 2002, tudo foi diferente. Por alguns minutos, entre o final do jogo e começar a escrever, vibrei, achei o corte de cabelo de Ronaldo o máximo, esqueci que Marcos tinha sido o carrasco do meu time várias vezes e até achei Felipão simpático.

Foi inesquecível.




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Jogador brasileiro treme para bater pênalti na Libertadores? Veja se é verdade ou lenda

Paulo Cobos
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Hulk perdeu um pênalti nos acréscimos, e o Atlético-MG só empatou com o Emelec na abertura das oitavas de final da Libertadores. Pelo local do jogo e o nível do adversário, pior foi o pênalti desperdiçado por Roger Guedes ainda no primeiro tempo no empate sem gols do Corinthians contra o Boca Juniors em Itaquera.

A noite terminou com muitas cornetas no sentido que jogador brasileiro treme na hora de bater pênaltis na Libertadores.

Não é bem assim.

Hulk antes de cobrar pênalti pelo Atlético-MG
Hulk antes de cobrar pênalti pelo Atlético-MG Pedro Souza/Atlético-MG

Pelo TruMedia, a ferramenta de estatísticas da ESPN, é possível detalhar o aproveitamento dos batedores de pênaltis por nacionalidade em todas as Libertadores desde 2014 (nessa conta entram apenas as cobranças durantes os jogos).

Se alguém resolver olhar apenas para 2022, na edição atual, vai ficar mesmo decepcionado com o desempenho dos brasileiros. 

Jogadores do país tiveram nove chances de marcar na cobrança de pênaltis, e quatro perderam: além de Hulk e Roger Guedes, Fábio Santos, do Corinthians, e Pablo, do Athletico-PR, também erraram.

O aproveitamento de 55,6% fica abaixo do registrado por atletas de outros países: 62,5%.

Mas, levando em conta o que aconteceu na Libertadores entre 2014 e agora, os brasileiros são levemente melhores que a média dos gringos: 74,4% contra 73,5%.

Foram 82 cobranças de brasileiros e 61 convertidas. Destaque positivo para Gabigol, que acertou os oito pênaltis que bateu. E negativos para Hulk e Luan (ambos perderam duas cobranças, sempre contando apenas os pênaltis marcados pelos árbitros durante os jogos).

Tidos como mais frios em momentos agudos, os argentinos são bem piores que os brasileiros em cobranças de pênaltis.

Desde 2014, eles tiveram 101 cobranças na Libertadores, convertendo apenas 69, um aproveitamento de 68,3%. 

Libertadores: Veja como Róger Guedes e Hulk 'travaram' vitórias de Corinthians e Atlético-MG



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Petraglia 'passou o trator' para fazer Athletico-PR grande; imagine se ele gostasse da torcida do próprio clube

Paulo Cobos
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"Torcida? O que além de encherem o saco fizeram? Nada! Não me façam me arrepender pelo que fiz para esse time de bairro que em 70 anos treinava na praça na frente da belíssima baixada". 

Essa frase foi escrita por Mario Celso Petraglia, o eterno presidente do Athletico-PR, em 2020, durante um bate boca com um seguidor do clube em uma rede social.

Lembrei disso nesta segunda-feira, quando o cartola se enfureceu depois que um repórter perguntou ao volante Fernandinho o motivo de ele ter escolhido o Athletico-PR mesmo com "ofertas de clubes grande". 

Arena da Baixada é a casa do Athletico-PR
Arena da Baixada é a casa do Athletico-PR Gabriel Machado/NurPhoto via Getty Image

Petraglia disparou contra praticamente todos os clubes grandes do Brasil. O trecho contra o Santos foi o mais enfático

"O Athletico passou o Santos de trator. Não passou naquilo que leva décadas, que é formação de torcida. Mas no resto, o que o Santos significa perto do Athletico-PR? O Santos baixou seu teto porque está quebrado". 

Não tenho dúvidas que o projeto de Petraglia no Athletico-PR é uma das maiores histórias de sucesso do futebol brasileiro.

Mas o que quero discutir é a parte em que o cartola admite que o clube vai "levar décadas na formação de torcida". 

Mesmo com quase duas décadas de bons resultados do projeto do dirigente, o Athletico-PR é um fracasso de público.

Em pesquisas nacionais de torcidas, como do Datafolha em 2019 e da XP agora, o clube nem consegue pontuar, fica no traço.

No Brasileiro-22, nos jogos em casa, o Athletico-PR, apesar da ótima campanha, tem apenas a 12a maior média de público, com pouco mais de 16 mil pagantes. Fica atrás do rival Coritiba, o 10o, com quase 22 mil pagantes por partida.

Com certeza, Petraglia poderia acelerar o processo, começando por gostar da própria torcida.

O dirigente tem um histórico de desprezar a torcida do Furacão, como fez no twitter em 2020 e nas inúmeras vezes que fez pouco caso da presença de torcedores na Arena.

Nesta segunda-feira, fez outra proposta esdrúxula, como permitir a volta de faixas e instrumentos musicais apenas se a torcida do Athletico-PR não viajar mais para os jogos do clube fora de casa. 

Petraglia  não faz questão alguma de ser simpático. Essa antipatia muitas vezes se reflete no clube, o que dificulta o plano de ganhar torcida.

Mas melhor repensar como trata quem já ama o Athletico-PR. Sem eles, o clube não se manterá grande. Não importa o CT e o estádio lindos.

De Palmeiras com mecenas a gaúchos endividados, Petraglia metralha clubes do Brasil: 'Athletico-PR passou o Santos de trator'



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Se 'futebol é momento', veja como chegam os rivais brasileiros nas oitavas da Libertadores

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Em mata-mata de Libertadores, o torcedor brasileiro costuma muito mais olhar para a história do rival da sua equipe do que pelo desempenho recente. 

O blog resolve então mostrar como foram os últimos dez jogos dos seis times que vão enfrentar clubes do Brasil nesta fase do torneio na edição de 2022, que começa nesta terça-feira com ampla cobertura dos canais ESPN.

Se "futebol é momento", veja quem tem mais motivos para se preocupar.

Atlético Nacional vence Tolima, rival do Flamengo, e conquista Campeonato Colombiano
Atlético Nacional vence Tolima, rival do Flamengo, e conquista Campeonato Colombiano Divulgação Atlético Nacional

ATLETICO-PR X LIBERTAD
Pela fase atual, o clube paraguaio é o rival mais duro de um brasileiro nas oitavas da Libertadores. Nos últimos dez jogos, o Libertad ganhou oito vezes, empatou uma e perdeu uma (justamente para o Athletico-PR na fase de grupos do torneio continental). O time teve triunfos locais contra os gigantes Olímpia e Cerro. Marcou 19 gols e sofreu apenas 5 nas últimas dez vezes que entrou em campo. Lidera o Campeonato Paraguaio, com apenas uma derrota em 21 partidas.

PALMEIRAS X CERRO PORTEÑO
Dono da melhor campanha na fase de grupos, o Palmeiras, assim com o Athletico-PR, tem um adversário paraguaio pela frente nas oitavas. O Cerro é o vice-líder do campeonato local, sete pontos atrás do Libertad. Nos últimos dez jogos, venceu só cinco, empatou dois e perdeu três. O ataque foi pouco produtivo, marcando apenas 12 gols, mas a defesa funcionou muito bem, sendo vazada apenas seis vezes.

CORINTHIANS X BOCA JUNIORS
Por história, o Boca é sempre o mais temido adversário para um brasileiro na Libertadores. Para piorar, o time que o Corinthians vai enfrentar está numa fase bem melhor que quando os times se enfrentaram na fase de grupos. Nos últimos dez jogos, o Boca ganhou seis, empatou dois e perdeu apenas dois. Fez 17 gols e sofreu apenas nove. Ganhou a Copa da Liga e, depois de cinco rodadas, ocupa a quarta posição no Argentino.

FLAMENGO X TOLIMA
Poderia ser pior, mas o Flamengo vai enfrentar um rival embalado nas oitavas. Neste domingo, o Tolima por pouco não conquistou o Campeonato Colombiano. Ganhou por 2 a 1 do Nacional, mas como havia perdido por 3 a 1 o primeiro jogo da final ficou sem a taça. Nas últimas dez partidas que fez, foram seis vitórias (uma contra o Atlético-MG no Mineirão), dois empates e duas derrotas. Foram 17 gols marcados e nove sofridos.

ATLÉTICO-MG X EMELEC
Além de tradição, o Emelec não assusta o Atlético-MG por seu momento atual. Depois de 15 rodadas, é apenas o sexto colocado no Campeonato Equatoriano. Nos últimos dez jogos, venceu só quatro, perdeu outros quatro e empatou dois. Foram 19 gols marcados, mas a conta é inflada pelos 7 anotados no Independiente Petrolero (BOL) na fase de grupos da Libertadores. A defesa se portou bem, com dez gols sofridos em dez partidas.

FORTALEZA X ESTUDIANTES
Sobra tradição ao Estudiantes de La Plata, mas a fase não é das melhores. Nas últimas dez partidas que fez, foram só quatro triunfos, com dois empates e quatro derrotas. O saldo de gols é negativo, com nove marcados e 14 sofridos. Com apenas duas vitórias em cinco rodadas, ocupa uma modesta 14a posição no Campeonato Argentino.

Técnico do Boca Juniors, Battaglia aponta os dois favoritos para título da Libertadores; VEJA

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Messi faz 35; se resolver parar antes dos 36, campeão do mundo com a Argentina, seria a mais linda história

Paulo Cobos
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Messi completa nesta sexta-feira, 24 de junho, 35 anos.

Longe dos melhores tempos, teve uma inédita temporada de coadjuvante no PSG. Quase sempre paradão em campo, não consigo imaginar ele em nenhuma lista dos 10 melhores jogadores do mundo atualmente.

Segundo site especializado em valores de mercado de jogadores, o argentino tem hoje ainda uma cotação de 50 milhões de euros. Parece exagerado.

Lionel Messi durante compromisso pela seleção argentina
Lionel Messi durante compromisso pela seleção argentina Ander Gillenea/Getty Images

Messi não dá sinais que vai se aposentar logo. Mas, se eu pudesse escolher o desfecho da carreira do maior jogador de futebol que qualquer ser humano com menos de 60 anos viu atuar, gostaria que ele estivesse aposentado antes dos 36.

Para isso, ele precisa ganhar sua primeira Copa do Mundo, em dezembro, no Qatar.

Nenhuma história do futebol seria tão linda como Messi levantar a taça de campeão do mundo com a camisa 10 da Argentina e logo depois dizer que vai pendurar as chuteiras.

Por que Messi não terá mais nenhum desafio na carreira.

Ele ganhou todos os títulos possíveis de clubes com o Barcelona, quando parecia que a seleção estava em segundo plano na sua carreira.

Agora, a coisa se invertou. Messi sempre está feliz com a camisa do seu país. Longe de ser brilhante, se mata em campo pela Argentina.

Gosto mais dos grandes craques que seleções. Por isso, torço para Messi ser campeão do mundo. Para que ninguém mais ouse  falar que alguém foi melhor do que ele. Pelé não conta. Ele é de outro planeta.

Messi faz 35 anos! Recorde o melhor do começo de carreira da lenda na base do Barcelona


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Messi faz 35; se resolver parar antes dos 36, campeão do mundo com a Argentina, seria a mais linda história

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Um Google meia boca mostra que homofobia de torcida não deveria ter clubismo na discussão

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Nesta quarta-feira, nas oitavas de final da Copa do  Brasil, foi a vez da torcida do Atlético-MG fazer o papelão dos gritos homofóbicos no jogo contra o Flamengo.

Muitos flamenguistas se indignaram nas redes. Tenho certeza que a maioria deles fez isso por que realmente acredita que chegou a hora de dar um basta nisso. 

Mas provavelmente alguns só reclamaram por ter acontecido com o clube do coração, torcendo por uma punição para o clube rival. E isso é o comportamento padrão dos torcedores de todos os clubes.

Basta uma pesquisa rápida no Google para provar isso. Entre no seu navegador preferido e escreva na busca "gritos homofóbicos torcida" e na sequência o nome de algum clube brasileiro.

Camisetas de campanha contra homofobia no futebol inglês
Camisetas de campanha contra homofobia no futebol inglês Getty Images

Vão aparecer notícias de praticamente todos os clubes grandes (e muitos médios e pequenos) em que suas torcidas praticaram homofobia nas arquibancadas.

Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Flamengo, Fluminense, Botafogo, Vasco, Atlético-MG, Grêmio, Cruzeiro, Ceará, Cuiabá, Náutico, etc.  Todos têm episódios de gritos homofóbicos de suas torcidas.

Já defendi, e continuo pensando assim, que punir exemplarmente um clube grande, como o Corinthians, com perda de pontos seria uma medida correta pedagógica para começar a dar um basta nesta idiotice.

Podem acreditar que não sou torcedor de um rival corintiano. Muito pelo contrário.

Na luta contra a homofobia, como em tantos assuntos importantes do futebol brasileiro, o clubismo torna o debate pobre.

Não é achando que vantagem ou punição seu clube pode levar que vamos resolver os problemas do futebol do Brasil. E gritos homofóbicos nas arquibancadas são sim um problema grave.

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Chega de hipocrisia: PSG deveria ter mais coragem para dizer que não quer mais 'ostentação' Neymar

Paulo Cobos
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O que era algo velado, ganhou força nesta segunda-feira, quando Nasser Al-Khelaifi, o presidente do PSG, concedeu várias entrevistas para jornais europeus.

Questionado várias vezes se Neymar está nos planos do clube, o cartola falou em tom de ameaça ao brasileiro.

A forma mais enfática foi na conversa com o "Le Parisien", jornal local e um feroz crítico de Neymar.

Ao diário, Nasser diz que o PSG vai viver uma nova era. "Não queremos mais ser chamativos, bling-bling (ostentação). É o fim do gliter", afirmou o dirigente, que foi então questionado pelo repórter. 

Neymar comemorando um aniversário em Paris
Neymar comemorando um aniversário em Paris Reprodução Instagram @neymarjr

"Você nos diz que é o fim do bling-bling em Paris, mas Neymar é o protótipo de jogador bling-bling.  Ele ainda tem futuro no PSG?"

Nasser respondeu assim: “Espero que todos os jogadores façam muito mais do que na temporada passada. Muito mais. Para a próxima temporada, o objetivo é claro: trabalhar todos os dias a 200%. Dê tudo o que temos para esta camisa, dê o máximo e veremos o resultado. Temos que nos tornar humildes novamente. Você tem que mudar para evitar lesões, suspensões e faltas que viram o jogo de cabeça para baixo.  Você tem que se disciplinar, dentro e fora do campo."

O presidente do PSG também deveria ser mais "claro" sobre Neymar.

É evidente que o clube francês não quer mais o brasileiro, longe de ser querido pela torcida e que a passou a ter a implicância, também velada, de Mbappé, o novo dono do time.

Por isso, deveria deixar a hipocrisia de lado e falar com todas as letras que Neymar não faz parte dos planos.

Quando contratou o brasileiro, o PSG sabia quem estava contratando. Neymar é sim um jogador "ostentação", e isso para o bem ou para o mal. 

Se revolveu mudar de opinião, o clube deve jogar limpo. Ficar mandando ameaças pela imprensa para o seu camisa 10 é coisa de covarde. Se não quer mais o jogador, o PSG que diga isso olho no olho. 

Ou deixe claro que a partir de agora Neymar vai ter que deixar de ser 'bling-bling'. Simples assim.

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Com o que tem, Rogério Ceni não pode fazer muito mais do que faz no São Paulo

Paulo Cobos
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Sob o comando de Rogério Ceni em 2022, o São Paulo foi vice-campeão paulista, perdendo a decisão para o Palmeiras, um rival hoje anos na frente em todos os sentidos.

Está nas oitavas de final da Copa do Brasil e fez campanha irretocável na primeira fase da Copa Sul-Americana.

No Brasileiro, caiu para o nono lugar após a derrota para o mesmo Palmeiras nesta segunda-feira, mas está a apenas três pontos da terceira colocação.

Rogério Ceni
Rogério Ceni Rubens Chiri/São Paulo F.C.

Mas a torcida grita que o "time é sem vergonha". Rogério é massacrado por suas substituições, muitas equivocadas mesmo.

O são-paulino precisa se conformar. Com o que tem nas mãos, Rogério Ceni não pode fazer muito mais do que fez até agora.

A verdade, dura, é que o elenco do São Paulo não é para brigar por títulos, ainda mais em uma época que o futebol brasileiro tem três clubes de nível técnico muito superior aos demais.

Os reforços que o São Paulo contratou para a temporada nunca me empolgaram. Os garotos da base são bons, mas nenhum é fora de série. A estrutura corroída do clube conspira contra a condição física do time.

Claro que Rogério comete erros, como mais uma vez se eximir de culpa após a derrota para o Palmeiras. E que os jogadores cometem falhas individuais.

Mas o São Paulo de 2022 tem um limite claro. E ele já foi praticamente atingido. Sonhar com títulos hoje é um delírio.

Ceni cita gritos de torcedores do São Paulo e é direto: 'Teu treinador não é burro'


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Neste Palmeiras vencedor e encantador, só Gustavo Gómez, por enquanto, entra na seleção histórica do clube

Paulo Cobos
Paulo Cobos

As duas Libertadores já fazem o Palmeiras de Abel Ferreira o time mais vencedor da história do clube. 

Agora, jogando um futebol encantador, o time do português também pode entrar na discussão da equipe que jogou o melhor futebol na trajetória centenária do alviverde.

Abel caminha para ser o maior treinador do clube.

Gustavo Gómez comemora um dos gols do Palmeiras contra o Atlético-GO
Gustavo Gómez comemora um dos gols do Palmeiras contra o Atlético-GO Cesar Greco / Palmeiras

Mas a discussão mais apetitosa de lugar na história é sobre quem do time atual entraria na seleção de maior Palmeiras de todos os tempos.

Por enquanto, eu cravo só um jogador com essa façanha para um clube que teve tantos craques.

Gustavo Gómez é um craque, aliando vigor físico, técnica e disciplina. Um capitão de comportamento irretocável. Já é o terceiro zagueiro com mais gols na história do Palmeiras.

Quando o Palmeiras fez 100 anos, em 2014, boa parte das enquetes sobre a seleção da história do clube apontavam Luís Pereira e Cléber como a dupla de zaga.

Nasci a tempo de ver Luís Pereira jogar. E posso falar que ele foi um monstro.

Cléber, um dos símbolos da era Parmalat, era um zagueiro espetacular. Mas, sem hesitar, escalo Gustavo Gómez no seu lugar do maior Palmeiras de todos os tempos.

Weverton, Danilo, Raphael Veiga e Dudu são outros jogadores palmeirenses atuais candidatos a entrar no time ideal histórico do clube.  Mas ainda estão muito atrás de, respectivamente, Marcos, Dudu, Ademir da Guia e Edmundo.

Gus Lightyear! Palmeiras liga 'modo Disney' e publica vídeo SENSACIONAL do xerife do Verdão; VEJA

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Neste Palmeiras vencedor e encantador, só Gustavo Gómez, por enquanto, entra na seleção histórica do clube

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Daniel Alves pode jogar até no Íbis que Tite o leva para a Copa; eu também levaria

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Quando Daniel Alves saiu do São Paulo no ano passado, e demorou para encontrar um novo clube, escrevi aqui que seria um erro Tite levar o lateral-direito para a Copa do Qatar se ele optasse por jogar em um clube que disputasse uma liga de baixo nível

Agora, com o Mundial começando em 5 meses, tenho outra opinião e uma aposta.

Mesmo depois do atleta ficar sem clube após o Barcelona não renovar seu contrato, Tite vai levar Daniel Alves para o Mundial até se ele jogar no Íbis, o time pernambucano que adora fazer o marketing de "pior do mundo". 

Tite orienta Daniel Alves na seleção
Tite orienta Daniel Alves na seleção Getty Images

E eu concordo com o treinador da seleção brasileira.

Daniel Alves na Copa tem muitos argumentos a favor para jogar o Mundial.

Começando que sua posição é provavelmente hoje o maior deserto de talentos no futebol brasileiro. Duvido alguém apontar dois laterais-direitos melhores que Daniel Alves hoje.

E ele mostrou nesta curta segunda passagem pelo Barcelona que ainda pode jogar em bom nível.

Provavelmente, nesse Copa cada seleção poderá levar três jogadores a mais. O que dá mais espaço para convocar Daniel Alves pelo motivo que ele mais pode somar na tentativa da conquista do hexa.

Estou longe de ter simpatia por Daniel Alves. Acho que sua passagem pelo São Paulo foi um desastre, principalmente por sua culpa, para sua imagem no Brasil.

Mas admito que sua liderança na seleção é inquestionável. No grupo da seleção, é evidente que ele é um elo entre os mais experientes com os mais novos.

Tite claramente confia cegamente nele. Daniel Alves é uma espécie de porta-voz do treinador dentro de campo. Tem ascendência para deixar Neymar focado.

Na Olimpíada de Tóquio, ele demonstrou como pode ter um efeito positivo para uma seleção, mesmo chegando nos 40.

Daniel Alves tem ainda mercado para jogar em um clube importante. Mas não é o tamanho da camisa que vai fazer Tite levá-lo para a Copa. Esta decisão já está tomada. Basta ele estar atuando.

Daniel Alves fora do Barcelona... Cabe no seu time? Veja como foi a passagem de seis meses na Espanha




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Daniel Alves pode jogar até no Íbis que Tite o leva para a Copa; eu também levaria

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Esquecer Brasil e o jogador que impulsionou clube nas redes: o risco Neymar do PSG na limpa pós 'fico' de Mbappé

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Mbappé negou que passaria a decidir tudo no PSG depois que anunciou sua permanência no clube, desprezando um longo assédio do Real Madrid.

Mas os fatos mostram que notícias publicadas na imprensa da Europa sobre a influência do craque nas decisões do PSG estavam corretas.

Primeiro, o clube decidiu trocar o brasileiro Leonardo pelo português Luís Campos como diretor de futebol. 

Campos trabalhou com Mbappé no Monaco.

Neymar em partida pelo PSG
Neymar em partida pelo PSG ALAIN JOCARD/AFP via Getty Images

O PSG também passou a colocar no mercado jogadores coadjuvantes que não estariam na lista dos preferidos de Mbappé para a próxima temporada.

Nesta quarta-feira, o clube decidiu demitir o técnico Mauricio Pochettino, outro que estava na mira de Mbappé.

Dos supostos alvos da operação limpeza de Mbappé, resta Neymar.

Mas o risco de se desfazer do craque brasileiro não se compara ao que o PSG fez até agora para atender o centro do seu projeto.

Não só por que Neymar ainda é um dos dez melhores jogadores do mundo. E por que vendê-lo agora, na baixa, seria um prejuízo enorme para quem custou 222 milhões de euros.

Em campo, o brasileiro nunca entregou o principal para que foi contratado: um título da Champions League.

Mas também é fato que sua presença transformou o status do PSG. Basta ver a evolução dos seguidores do clube nas redes sociais desde 2017, quando Neymar chegou.

Há 5 anos, o clube tinha 450 mil inscritos no seu canal do You Tube. Hoje, são mais de 6 milhões. No Twitter, o salto foi de 4,7 milhões para 12 milhões. No Facebook, de 30 milhões para 49 milhões. 

Impressionante foi o que aconteceu no Instagram, em que o PSG tinha 8,2 milhões de seguidores antes de Neymar e agora conta com 60 milhóes.

Talvez pouco deve importar isso para o PSG, mas Neymar fez o clube ser popular no Brasil, como mostra pesquisa feita pela Sport Track divulgada nesta terça-feira.

Antes de Neymar, o PSG nem pontuava na lista de times estrangeiros por quem os brasileiros torcem.

Em 2018, o PSG passou a ter 7% das preferências. Em 2020, 9%. Agora, na pesquisa de 2022, tem 17%, só atrás de Barcelona e Real Madrid.

Não é fácil se livrar de Neymar. Mesmo que seja uma exigência de Mbappé, o novo dono do PSG.

Lucas Moura detalha saída do PSG e lamenta: 'Queria ter feito parte daquela constelação, com Neymar e Mbappé'




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Em caráter, títulos e legado, Abel Ferreira goleia Jorge Jesus, mas tem sim discussão sobre que português foi melhor no Brasil

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Comparar no futebol muitas vezes é algo impreciso, como discutir quem foi melhor entre dois jogadores que atuaram em épocas diferentes, como Pelé e Messi.

Mas quando os profissionais são contemporâneos e trabalharam nos mesmos campeonatos e em clubes de igual porte, a tentação da comparação é inevitável. 

Uma que está na moda do futebol brasileiro é debater que treinador português foi melhor por aqui: Abel Ferreira ou Jorge Jesus.

Abel Ferreira e Jorge Jesus
Abel Ferreira e Jorge Jesus Arte / ESPN.com.br

Em entrevista para a ESPN, Mano Menezes optou pelo comandante palmeirense por ter sido mais "embasado e construído" que o ex-flamenguista.

Não resta dúvida que Abel é muito maior que Jesus no Brasil na maioria dos quesitos que avaliam o trabalho de um treinador.

Duas Libertadores seguidas bastam para dizer sua superioridade em títulos. Ao ter a coragem de brigar sem medo por melhorias no futebol brasileiro, deixa um legado que Jesus nem de perto fez.

De caráter, após a canalhice de Jesus contra seu compatriota Paulo Sousa, nem é preciso falar.

Mas futebol nem sempre é apenas razão: por esse prisma não existe comparação entre os dois portugueses.

Só que dentro de campo a discussão é outra. Mesmo no momento atual, quando o Palmeiras pratica o melhor futebol sob o comando de Abel, o clube não repete o jogo exuberante do Flamengo de Jesus.

Fico assim, então. Se fosse para contratar um técnico para meu time, pensando no longo prazo, iria de Abel Ferreira. 

Para sentar na televisão e assistir um jogo do Palmeiras de Abel ou do Flamengo de Jesus, não hesitaria em escolher o ex-flamenguista.

Mano Menezes comenta aposta em treinadores estrangeiros no Brasil, aponta risco e vê diferença entre Jorge Jesus e Abel Ferreira; VEJA


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Estatísticas dizem que Athletico-PR de Felipão joga feio; azar das estatísticas

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Desde que Luiz Felipe Scolari assumiu o comando do clube, o Athletico-PR é o segundo time que mais pontuou no Brasileiro. Foram 11 pontos em 6 jogos, desempenho inferior apenas ao do líder Palmeiras no período.

Sob o comando do veterano treinador, o clube de Curitiba ainda avança na Libertadores e na Copa do Brasil.

Com os número do TruMedia, a ferramenta de estatísticas da ESPN, o blog buscou entender os motivos do sucesso do Athletico com Felipão.

Se concentrando apenas nos números do Brasileiro-22, a conclusão que se chega é o que o time "joga feio".

Felipão no Athletico-PR
Felipão no Athletico-PR José Tramontin/athletico.com.br

Sempre levando apenas o que aconteceu no campeonato depois que Felipão assumiu, o Athletico tem a menor marca de posse de bola: fica com ela, em média, apenas 41% do tempo.

É o clube que menos troca passes na competição: média de 316,8 por partida, quase 200 a menos que o Atlético-MG. 

O time passa pouco e mal, com precisão de 73,6%, novamente a pior marca do Brasileiro.

Sob o comando de Felipão, o Athletico é o terceiro time mais faltoso do torneio, com 15,8 faltas por jogo. É o sexto com mais cartões amarelos. 

Em finalizações, o time é mediano, ficando na 11a colocação, com média de 11,8 por jogo.

Estatísticas são importantes e necessárias no futebol. Mas sorte que nem sempre elas explicam o que acontece dentro de campo e definem os resultados.

Azar das estatísticas que o Athletico-PR de Felipão parece ser o time que mais joga feio no Brasileiro, mas é um sucesso nos resultados.

Após uma goleada sobre o Caracas, pela Libertadores, Felipão soltou uma ironia para seus críticos.

"Eu conheço alguma coisa de futebol". Não dá para dizer que ele mentiu.



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Anúncio de madrugada e humilhação a Sousa: Flamengo é cruel para demitir treinadores

Paulo Cobos
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Pelos resultados, está claro que a atual diretoria do Flamengo é um fracasso para escolher treinadores depois do sucesso de Jorge Jesus. Paulo Sousa foi o quarto dispensado nos últimos 18 meses. 

Muito pior, por que no caso isso depende só deles, é como os cartolas rubro-negros demitem treinadores.

O Flamengo dispensa seus treinadores com requintes de crueldade.

O catalão Domènec Torrent na véspera da sua demissão já podia ler na internet que a diretoria já tinha decidido sua saída.

Rodolfo Landim e Marcos Braz
Rodolfo Landim e Marcos Braz Delmiro Junior/Photo Premium/Gazeta Pres

Com Rogério Ceni, o anúncio da dispensa aconteceu na madrugada de um sábado, mais exatamente às 2h46.

Mas nada pior foi o que aconteceu com o português Paulo Sousa, que abriu mão de disputar uma Copa do Mundo para comandar o Flamengo.

Primeiro, ele acordou nesta quinta-feira, depois da derrota para o Red Bull, sabendo pela imprensa de forma geral que sua saída estava decidido.

Depois, passou a manhã lendo quem o Flamengo buscava no mercado para seu lugar.

A humilhação suprema aconteceu na tarde, quando comandou o treino mais inútil da história do clube, para ser enfim demitido de forma oficial minutos depois, quando a contratação de Dorival Jr. já era certa.

O Flamengo tem todo o direito de mudar de treinador quando achar melhor. Pena que faz isso sem saber tomar conta das pessoas.

Flamengo: Paulo Sousa teve o 2º melhor aproveitamento pós 'era Jorge Jesus'; VEJA todos

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Desastre, Paulo Sousa descobre que este Flamengo, 'maior do mundo', não é para 'amadores'

Paulo Cobos
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Quando chegou ao Flamengo, abrindo mão da chance de disputar uma Copa do Mundo com a Polônia, o português Paulo Sousa exagerou e afirmou que o rubro-negro era o "maior clube do mundo".

Nesta quinta-feira, após derrota para o Red Bull Bragantino, deve ser demitido de forma melancólica, aprendendo que este Flamengo não é para "amadores".

Sousa foi um verdadeiro desastre em 5 meses de trabalho no Flamengo. Suas ideias são confusas, seu relacionamento com o elenco é ruim, suas decisões durantes os jogos são equivocadas.

Paulo Sousa, técnico do Flamengo
Paulo Sousa, técnico do Flamengo Marcelo Cortes/Flamengo

Mas Sousa, como parece ser a sina de todos os treinadores do Flamengo pós Jorge Jesus, foi vítima do ambiente tóxico que virou a marca da Gávea.

O Flamengo hoje é um campo de batalha de cartolas com egos sem limite. Dirigentes que nos bons tempos eram figuras fáceis, agora se escondem quando a fase é ruim.

A estrutura do clube mais rico do país é cada vez mais precária, com uma bagunça no seu departamento médico.

Envelhecido, o elenco parece sempre estar desconfiado com o trabalho do treinador de turno, como se esperasse a volta de Jesus.

Nas arquibancadas, Sousa e qualquer outro treinador do Flamengo enfrentam uma torcida que acha que o ano mágico de 2019 será a verdade para sempre do clube.

Paulo Sousa  merece mesmo ser demitido. Mas é bom o flamenguista saber que apenas isso não vai resolver os problemas do clube. 

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Jô é o tipo de jogador em extinção numa época em que 'celular tira fotografia'

Paulo Cobos
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"Se tivesse celular em 1982 para tirar fotografia, eu estaria morto. Estava em todo lugar a noite".

Logo no primeiro episódio da série que conta sua vida, Casagrande, um dos meus maiores ídolos no futebol, diz essa frase numa conversa com antigos companheiros de base do Corinthians.

Faz isso ao relembrar quando saia para beber pelos bares de São Paulo.

Jô durante treinamento do Corinthians
Jô durante treinamento do Corinthians Rodrigo Coca/Agência Corinthians

O depoimento de Casagrande me surgiu na cabeça depois do episódio envolvendo outro atacante alto com uma história ligada ao Corinthians. 

Se recuperando de uma lesão, Jô foi flagrado participando de uma roda de samba enquanto o Corinthians perdia para o Cuiabá

Logo depois, Alessandro Nunes, o gerente de futebol do clube, chamou a atitude do jogador de "inaceitável" e disse que não "era compatível com um atleta profissional". 

Não dá para discordar do dirigente corintiano. Realmente, Jô há algum tempo pisa na bola, e talvez o melhor que tenha a fazer é deixar o clube neste momento.

Mas daí para partir ao apedrejamento do jogador nas redes sociais com ameaças canalhas a ele e sua família existe uma abismo. 

Jô é um jogador de futebol em extinção. 

Desde que a bola rola de forma profissional, craques que arrebentavam em campo amavam noitadas e participavam de rodas de samba machucados enquanto seus times jogavam.

Mas, como lembra Casagrande, não haviam "celulares que tiravam fotos".  E que faziam vídeos que em segundos vão estar na Internet para o mundo inteiro assistir.

O mundo hoje mudou. Figuras públicas, como Jô, tem todos os seus passos vigiados. Um escorregão pode ter consequências graves.

Tem muito de hipocrisia apontar o dedo para o centroavante corintiano como se ele fosse o pior dos profissionais. 

Infelizmente, talvez não dê tempo para Jô aprender que um celular pode decretar hoje o que é ser um jogador de futebol profissional.

Jô participa de roda de samba durante derrota do Corinthians para o Cuiabá; VEJA vídeo




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É hora de pensar grande: Vasco deve evitar 'técnico de Série B'

Paulo Cobos
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O Vasco segue no G-4 da Série B, mas ainda assim Zé Ricardo preferiu pedir demissão para trabalhar no Japão. Muito perto de se tornar uma SAF, o clube parece hesitar na busca de um novo comandante.

O primeiro movimento o clube não deve lamentar. O segundo, é uma oportunidade de voltar a pensar mais grande.

Durante muitos anos, o Vasco era um clube sem perspectiva alguma. Era bom senso mesmo apostar em treinadores  baratos, acostumados com a segunda divisão. Com Zé Ricardo, o clube até poderia conseguir o acesso, e ainda assim no sufoco.

São Januário, a casa do Vasco
São Januário, a casa do Vasco Marcelo de Jesus/FramePhoto/Gazeta Press

Mas para 2023, quando o elenco deve ser outro, Zé Ricardo seria pensar pequeno.

Agora, na busca por seu substituto, o clube hesita em trazer um técnico de patamar mais elevado, e caro, ou um profissional mais barato e com experiência em segunda divisão, o tipo "técnico de Série B". 

Claro que é impossível o Vasco pensar em contratar um técnico de primeiro nível, como Cuca.

Mas o clube deve garimpar um nome que não seja apenas para conseguir o acesso, seja no mercado brasileiro ou trazendo um estrangeiro bom de verdade.

Fechando sua SAF, o Vasco precisa deixar de ser um clube vai e volta da primeira para a segunda divisão. Vai conseguir isso contratando bons jogadores. E tendo um técnico de "Série A". 

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'Erros individuais'? Nesse ponto, Renato teve a categoria que faltou a Dome, Ceni e Sousa no Flamengo

Paulo Cobos
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"Contra o Inter, entregamos gols. Contra o São Paulo, também. Nos primeiros jogos, achei que tínhamos erros defensivos de verdade, de posicionamento, jogávamos muito separados. Agora, veja erros individuais, de concentração. Se quisermos melhorar como time, temos que estar focados sempre. E me irritaram. Por isso eu estava irritado".

Este foi o catalão Domènec Torrent em novembro de 2020, quando seu trabalho já fazia água no Flamengo. 

"O que estamos criando em volume é suficiente para fazer gols e vencer. Agora, os erros que cometemos são grotescos para uma equipe que quer ser campeã".

O autor da frase é Rogério Ceni, em janeiro de 2021, quando seu Flamengo perdeu de virada um jogo contra o Fluminense. 

Renato Gaúcho em treino do Flamengo
Renato Gaúcho em treino do Flamengo Alexandre Vidal / Flamengo

"O que nos aconteceu, sem dúvida, foi que todas as decisões individuais foram erradas. Coisas simples, sem pressão, precipitação, passes que deram oportunidades aos adversários na segunda parte". 

Agora a transferência de culpa foi do português Paulo Sousa após o seu Flamengo levar um baile e perder do Fortaleza por 2 a 1 neste domingo.

Três dos sucessores de Jorge Jesus não hesitaram em apontar o dedo para os jogadores quando as coisas não deram certo.

Renato Gaúcho, o outro treinador rubro-negro pós-Jesus, fez muitas bobagens no clube e deu desculpas esfarrapadas nas derrotas. Mas não tinha essa mania de entregar jogadores nas coletivas depois de fracassos.

Basta ver o que falou em um dos maiores erros individuais da história do Flamengo: a bola perdida por Andreas Pereira no lance que resultou no gol da vitória do Palmeiras na final da Libertadores do ano passado.

"Não vamos culpar o Andreas. Falei para ele no vestiário que só erra quem está lá dentro. O culpado sou eu.”

Treinador deve ficar mesmo louco quando um jogador erra e seu time é derrotado. Mas não foram apenas por erros individuais que Dome, Ceni, Renato e Sousa não repetiram o sucesso de Jesus no Flamengo.

Mas só Renato não compartilhou publicamente o fracasso com seus jogadores.

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